Navegar o tempo
Instalação - Navegar o tempo, 2015
Fotografia, papel, vidro, madeira, iluminação de um lado.
Instalação - Navegar o tempo, 2015
Fotografia, papel, vidro, madeira, iluminação de um lado.
Juliana, precisei de seu corpo como matriz de comunicação do feminino.
Desloquei sua imagem, projetando-a na terra, no ar, na água, no fogo.
Nesta turnê você desfilou.
Um desfile onde não lhe troco a roupa, mas o espaço, o tempo a luz.
No contraluz, me vi pelo avesso.
Percebi que te fiz rígida e vertical e intuí a presença do masculino.
Que bom, a comunhão se fez!
Porém, te fiz transparente. Fiz um corpo sem dentro nem fora. Não um recipiente,
mas um agente transformador do tempo e lugar, capaz de se adaptar à paisagem.
Um corpo etéreo.
Então, por que não? Te quis ausência.
Na sua ausência, falo do mundo.
Substituir a sina do visível pela potencia do intervalo.
Ver e ter lacunas e fragmentos.
Criar espaços que abriguem imagens descontínuas de lugares e tempo.
Mostrar imagens sobreviventes que conectam o presente ao passado.
Compartilhar memórias sobrepostas de múl[plas temporalidades.
Frequentar os incorporais: o tempo, o lugar, o vazio e o exprimível .
E assim, das ações no tempo, contemplar os opostos!
Fotografia, papel, vidro, madeira, iluminação de um lado.